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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O Banquete

Título Original: Συμπόσιον
Autor: Platão

"Aquilo que, com efeito, deve dirigir toda a vida dos homens, dos que estão prontos a vivê-la nobremente, eis o que nem a estirpe pode incutir tão bem, nem as honras, nem a riqueza, nem nada mais, como o amor."

"O Banquete" trata-se de um espetacular tratado filosófico do grande mestre Platão acerca da maior das virtudes: o Amor. Aqui o filósofo faz uma linda explanação acerca da vida, da natureza, das artes e dos relacionamentos humanos, e mostra que todas as coisas estão vinculadas pelo Amor. Profundo e revolucionário, as idéias de Platão contidas nesta obra marcaram profundamente o pensamento religioso e filosófico do ocidente, iluminando um mundo de trevas e superstições com a luz do amor que gera vida, paz e harmonia entre os seres. É possível notar que suas idéias foram posteriormente desenvolvidas por Jesus e pelos primeiros cristãos, que fizeram do amor a base de uma vida santificada.

"Assim, pois, eu afirmo que o Amor é dos deuses o mais antigo, o mais honrado e o mais poderoso para a aquisição da virtude e da felicidade entre os homens, tanto em sua vida como após sua morte."

A linguagem utilizada no livro é de fácil compreensão se comparado com outros escritos da antiguidade, como os difíceis poemas de Homero. Para passar seus sublimes conceitos, Platão cria um diálogo fictício entre vários filósofos e poetas, dentre eles o seu mentor e maior mestre grego da antiguidade: Sócrates. Como discípulo de Sócrates, Platão também subverte os padrões religiosos de sua época. Exaltando o deus Amor acima de todos os demais, ele corre o risco de sofrer o que seu mestre sofreu: ser julgado e condenado por "ofender os deuses" e "corromper" os jovens, pois Sócrates os influenciava a buscar a "divindade" interior da razão ao invés de consultar os oráculos dos deuses.

"É mau aquele amante popular, que ama o corpo mais que a alma; pois não é ele constante, por amar um objeto que também não é constante. Com efeito, ao mesmo tempo que cessa o viço do corpo, que era o que ele amava, “alça ele o seu vôo”, sem respeito a muitas palavras e promessas feitas. Ao contrário, o amante do caráter, que é bom, é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é constante."

Em suma, é um livro profundo de significado. Não tenho a pretensão de fazer aqui uma análise detalhada pois não sou filósofo e é possível encontrar uma infinidade de abordagens interessantes sobre ele na internet. Sou somente um entusiasta que absorve a essência dessas jóias literárias. E afirmo que "O Banquete" é, de fato, um banquete de sabedoria de um grande mestre que descobriu o melhor alimento com o qual podemos sustentar nossa vida e construir um mundo melhor. Recomendadíssimo!

Para quem deseja se aprofundar: http://www.esdc.com.br/CSF/artigo_2008_10_o_banquete.htm

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