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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Mestre do Amor

Título Original: O Mestre do Amor
Autor: Augusto Cury

"A maior vingança contra um inimigo é perdoá-lo" Augusto Cury

Neste livreto sobre os ensinos de amor de Jesus, Augusto Cury leva o leitor a uma deliciosa viagem pelos misteriosos caminhos dos sentimentos deste personagem mitológico em suas últimas horas de vida na cruz. A análise racional e psiquiátrica do autor revela como Jesus superou todos os ataques à sua saúde mental e espiritual, perdoou seus ofensores, levou seus ouvintes à plena liberdade e foi capaz de moldar o caráter de homens rudes, segundo os contos dos Evangelhos - fictícios, porém cheios de bons exemplos.

Falar sobre Jesus Cristo sem o viés religioso da fé é algo que poucos cientistas se atrevem a fazer. Augusto Cury - médico, psiquiatra e psicoterapeuta - se lança neste terreno inexplorado e consegue, com admirável habilidade, analisar a mente do Mito Jesus sem as bases absolutistas que as religiões impõem para passar suas idéias. Um dos poucos racionalistas famosos da atualidade que ainda acredita em Deus - total contradição, aff - Cury destaca nesta obra os detalhes das ações, emoções e pensamentos de Jesus. Ele mostra que, mesmo tendo todos os motivos para ser uma pessoa mal-resolvida emocionalmente, ele venceu, através do amor, todos os potenciais traumas que fariam dele mais um pobre cidadão oprimido, como muitos em seu tempo.

Segundo Cury - que é um especialista em fenômenos neurológicos - qualquer pessoa submetida a tortura e sofrimento perde sua razão e passa a agir agressivamente como um animal. Relatos históricos acerca de criminosos crucificados mostram que estes ficavam se contorcendo freneticamente na cruz como loucos, ansiando sair daquele sofrimento. O que Jesus fala no ápice de sua dor - "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" - revela que o perdão não deve ter limites. Além disso, chegou a rejeitar um anestésico que os romanos davam para aliviar a dor dos condenados. Segundo o autor, Jesus "não queria perder a consciência em nenhum momento do seu martírio. Queria viver as aflições humanas até o final.".

Alguns acreditam que a melhor forma de educar e organizar um grupo social é através do controle ditatorial. A história nos mostra que este método não funciona, mas muitos insistem em impor suas regras rígidas em seus lares ou sobre seus subordinados no trabalho, achando que estão cumprindo com seu dever. Os fariseus também acreditavam que estavam servindo a Deus crucificando Jesus. Este porém, em contraste com o legalismo religioso baseado em Moisés, ensinava as pessoas a serem livres, atuando no funcionamento da mente. Ele sabia que "o amor é a maior fonte de motivação e de transformação interior". Jesus constantemente instigava seus ouvintes à dúvida, respondendo com perguntas, levando-os a questionar e refletir. Frases como "Quem não tem pecado, atire a primeira pedra" (Jo 8:7) ou "De quem é esta efígie e esta inscrição?" (Mt 22:20) mostram que Jesus não ensinava baseado em leis absolutistas, mas sim, na liberdade do pensamento, baseado no amor.

E por fim, Jesus investiu seu tempo em "trabalhar pessoas difíceis, para mostrar que vale a pena investir no ser humano". Muitas vezes não compreendemos porque temos que lidar com pessoas tão difíceis em nosso lar, trabalho ou escola. Jesus pegou escórias da sociedade e os transformou em mestres na arte de amar. Segundo o autor, "[Jesus] conduziu-os a despir suas máscaras sociais e a descobrir que a felicidade não está nos aplausos da multidão nem no exercício do poder, mas nas avenidas da emoção e nas vielas do espírito".

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E você, o que pensa sobre as lições de amor deste personagem mitológico do cristianismo? Deixe nos comentários sua opinião...

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